Exercícios feitos por conta própria. Quais são os riscos?

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A importância da ajuda profissional para exercícios físicos

Existem muitas pessoas por aí dizendo que não encontram tempo para academias, mas não podem deixar de se exercitar, então, acaba acontecendo o famoso: “Eu me viro!”, fazendo exercícios por conta própria sem ajuda de um profissional para assessorar e dar o suporte necessário.

A prática incorreta de exercícios é absolutamente prejudicial à saúde. Na atualidade, cresce mais o número de praticantes de exercícios que treinam por conta própria nas academias ou em suas próprias residências. Isto é causado pela facilidade de acesso a algumas informações sobre treinamento adquiridas pela própria internet, revistas, vídeos ou pela vivência nas academias. Quando ocorre o treino por conta própria, as pessoas deixam de contar com o auxílio e o conhecimento dos professores de educação física e até colocam sua saúde, física em risco, sendo as lesões a o maior índice de preocupação num treinamento por conta própria.

As lesões podem ocorrer por gestos motores realizados incorretamente, onde as posturas incorretas colocam a coluna vertebral e as articulações em descompensação de cargas, riscos de lesões articulares e desvios posturais, levando o corpo a fadiga muscular e mental, causando muitas vezes excessos de treinamento, o conhecido overtraining.

Com um profissional, você consegue fazer de forma correta cada exercício, sem colocar a estrutura corporal em risco e mantendo o aluno apto para o treinamento sem que este fique acometido de dores na coluna e nas articulações, assim como orientações também quanto à sobrecarga de treino, tempo de repetição e séries utilizadas em cada aula.

É mesmo importante um profissional comigo?

Sem sombra de dúvidas! A importância do profissional de Educação Física é absoluta, pois ele é o único profissional habilitado e que tem conhecimento para ministrar a prática da atividade física e do esporte com segurança e eficácia de acordo os objetivos procurados pelo praticante. Sua função não será apenas repassar exercícios a um aluno, ou verificar as lesões, as fraturas, os distúrbios hormonais e as mudanças no humor que costumam preocupar os praticantes de atividades físicas, mas sim, verificar a necessidade de saber se há algum problema cardíaco, respiratório ou articular que, sem orientação, tornam a atividade física muito mais perigosa.

O personal tem muita facilidade e intimidade para descrever um exercício, pois o profissional de educação física tem um conhecimento de áreas especificas para atuação no treinamento corporal como anatomia humana, fisiologia geral, biomecânica, treinamento desportivo, musculação, ginástica geral, incluindo especial e corretiva, filosofia do exercício, psicologia, estrutura de ensino e outras que o ajudam a prescrever exercícios.

Ok! Mas o que devo levar em consideração num treinamento profissional?

Essa pergunta é bastante feita pela turma do “eu sozinho”, então, vamos a resposta para essa questão. Quando um profissional prescreve um treinamento, leva- se em consideração uma série de fatores muito importante como a divisão da rotina semanal de treino, tipo de série a ser utilizada, número e ordem dos exercícios, número de exercícios por grupamentos musculares, números de séries e repetições, percentual de sobrecarga, intervalo entre séries e os exercícios, velocidade de execução dos movimentos, dentre outros.

O profissional de educação física, também conta com conhecimento em relação à alimentação e suplementação, saliento esse profissional não pode prescrever dietas e suplementos, mas através de conversas com o seu personal, adquire-se muitas informações sobre o que é melhor utilizar em relação a suplementos e quais são os objetivos, e quais tipos de alimentos devemos consumir e os horários mais adequados para o consumo de cada um deles.

Então, quer dizer que os malefícios da atividade física sem orientação são muitos?

           Sim! Inúmeros! Com um profissional tem- se alguém para observar os erros que comete, observar os excessos, pois, ninguém percebe que está ultrapassando os limites ou fazendo alguma coisa errada como, biomecânica errada, excesso ou falta de algum exercício específico, enfim, as chances de existir lesão só aumenta. A maioria das atividades sem um acompanhamento profissional está fadada ao insucesso.

Quando a atividade é bem orientada, pode inclusive prevenir doenças, por exemplo, quem tem distúrbios hormonais, podem procurar um bom profissional e fazer uso de exercícios físicos que ajudem a controlar as consequências deste problema.

Outro problema grave de quem não está acompanhado de um profissional é a maioria se esquece do aquecimento antes de dar início às atividades, aumentando as chances de lesões, dores musculares, dores de cabeça, tendinite, cansaço excessivo, falta de sono, estresse e outros transtornos causados pela indisciplina particular, portanto, alongue-se! Isso ajuda a manter a postura e a saúde dos músculos.

Nos adolescentes e idosos isso também acontece!

A busca pela atividade física entre jovens e idosos tem aumentado bastante nesses últimos tempos, mas independente da idade, a malcriação em insistir fazer exercício físico sem orientação profissional, é a mesma.

Nos adolescentes a bronca é a seguinte, muitas vezes os pais não permitem por questões de idade e por estarem na maioria das vezes em fase de crescimento, o início da musculação, acham que isso vai atrapalhar no desenvolvimento e de fato, eles têm razão, pois, dar início às atividades sem orientação profissional, pode causar danos irreparáveis como rompimento de ligamentos e músculos, articulações e afetando ossos, podendo interferir de fato, no crescimento.

Isso não significa que o adolescente não possa fazer atividades, mas desde que esteja acompanhado por um profissional para que ele possa oferecer um treino especial, pois, quando bem orientada, a musculação se torna um estímulo ao crescimento, uma forma de prevenção de doenças ligadas ao sedentarismo e à obesidade, uma forma de desenvolver maior resistência física, mais força e desempenho muscular, além de fortalecer as articulações e colaborar para o desenvolvimento ósseo.

E o que acontece com os idosos?

É com eles que o índice de lesões cresce, pois, a maioria dos idosos, aproveitam os aparelhos de exercício gratuitos espalhados nas praças e calçadões das cidades para se exercitarem, mas eles não podem fazer atividades físicas? Claro que sim! Devem! Mas precisam ser muito bem orientados para que tal atividade seja benefício e não dor de cabeça.

É necessário que haja avaliação constante dos exercícios realizados, os idosos precisam de acompanhamento sério, não dá para ser amador, pois chega uma fase das nossas vidas que o corpo vai se tornando um pouco mais frágil (se é que me entendem) e o que é importante para os jovens e adultos, se torna imprescindível para os idosos.

Portanto, tudo que foi citado nesse artigo deve-se levar a sério, pois com saúde não se brinca, por isso, procure alguém que te ajude a obter sucesso na realização dos exercícios e terá bons resultados.

Então não perca mais tempo, procure já um profissional para montar seu plano de treino e mãos a obra em busca do seu sonho de corpo perfeito e ideal!

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